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Mulher morre após cesárea e família aponta negligência médica em São Paulo

RedaçãoPor Redação01/05/2025
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Amanda Porfírio da Silva, de 33 anos, morreu após ficar internada por 10 dias na UTI do Hospital dos Estivadores, em Santos (SP). O marido dela afirma que a equipe médica tentou induzir o parto normal, sendo que a família pedia pela cesárea. A unidade de saúde alega que as mortes são investigadas pela Comissão de Óbito.

Em nota, o Complexo Hospitalar dos Estivadores informou que todas as mortes no local são investigadas pela Comissão de Óbito. No caso de óbito materno, também é realizada avaliação externa por autoridades sanitárias competentes (veja o posicionamento completo abaixo).

De acordo com o boletim de ocorrência, obtido pelo g1, Amanda deu entrada no Hospital dos Estivadores em 12 de abril com a carta de indicação para o parto. Ao chegar na unidade, ela pediu à médica de plantão que fosse feita a cesárea, mas ouviu que não seria possível e acabou internada.

Os médicos iniciaram o trabalho de indução ao parto normal enquanto Amanda insistia pela cesária, ainda segundo o BO. Apesar disso, a tentativa pelo parto natural não foi bem sucedida e ela foi submetida à cesariana em 13 de abril.

Após o parto, ainda de acordo com o boletim de ocorrência, um dos médicos informou Thiago que não havia contido um sangramento durante a cirurgia e, por isso, foi preciso fechar um corte. Em seguida, o homem viu a esposa amamentar o filho recém-nascido e ela aparentou estar bem.

No dia seguinte, Amanda ligou para o marido informando que teria que retornar ao centro cirúrgico, pois estava com sangramento. Conforme registrado no BO, Thiago foi ao hospital e encontrou a esposa entubada, com falência dos pulmões.

Thiago disse ter ouvido de um ginecologista que era preciso “ter fé”, pois o caso da esposa era grave devido a um sangramento na cavidade abdominal. Após o procedimento, no qual Amanda teve o útero retirado, ele visitou a companheira “semiconsciente” e reclamando do tubo na UTI.

Em seguida, Amanda teve uma convulsão e foi sedada. Após 10 dias internada, ela não resistiu e morreu. O marido alegou que ela sempre teve boa saúde e fez o pré-natal normalmente. Além do recém-nascido, a mulher deixou um filho de 9 anos.

Thiago afirmou que a família escolheu o hospital “por sua fama de excelência, mas foi lá que tudo deu errado”. Durante o período em que a esposa permaneceu internada, ele tentou buscar uma segunda opinião médica, mas a unidade hospitalar negou acesso ao prontuário dela, ainda segundo o relato.

“Quantas famílias mais precisarão sofrer assim? Hoje luto por justiça pela vida da minha esposa. Luto pelos nossos dois filhos que ficaram sem a mãe”, desabafou Thiago.
Lucas Pórpora, advogado da família, afirmou que o caso encontra-se registrado na Polícia Civil para que “sejam iniciadas as devidas investigações pela autoridade policial competente”, e que a documentação médica fornecida pelo município será submetida à análise pericial.

O advogado afirmou que será formalizada uma representação junto ao Conselho Regional de Medicina do Estado de São Paulo (Cremesp) para que seja instaurada sindicância destinada à apuração de eventuais infrações éticas atribuídas à equipe médica.

Além disso, Lucas disse que serão adotadas as medidas judiciais cabíveis, com o ajuizamento de ação visando a reparação de danos materiais e morais causados e suportados pelos familiares de Amanda.

Em nota, a Secretaria de Segurança Pública do Estado de São Paulo (SSP-SP) confirmou que o caso foi registrado como morte suspeita no 4° Distrito Policial de Santos, que instaurou um inquérito para investigação.

A Prefeitura de Santos, por meio da Secretária Municipal de Saúde, informou que todos os óbitos maternos, assim como os infantis, são investigados pela Seção de Vigilância da Mortalidade Maternoinfantil da cidade.

Confira a nota do Hospital dos Estivadores na íntegra:

“O Complexo Hospitalar dos Estivadores lamenta o falecimento da paciente. Informa que o atendimento ocorreu entre os dias 12 e 24/04/2025, de forma integral, de acordo com as melhores práticas, com o empenho de equipes especializadas e de recursos necessários.
Os familiares, com os quais nos solidarizamos, receberam informações irrestritas durante todo período. Todos os óbitos ocorridos no hospital são investigados pela Comissão de Óbito. No caso de óbito materno, também é realizada avaliação externa, por autoridades sanitárias competentes.
O Hospital segue à disposição dos familiares para quaisquer outros esclarecimentos, assim como para disponibilizar a cópia do prontuário quando solicitada formalmente, conforme legislação.”

fonte:g1

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