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NOTÍCIAS

Adolescente pernambucano de 14 anos criou uma bomba eólica com lixo reciclado para combater a falta de água

RedaçãoPor Redação16/01/2026
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O acesso à água potável continua sendo um dos maiores desafios globais do século XXI, especialmente em regiões rurais e periféricas. Em muitos locais, a distância entre a fonte de água e as moradias obriga famílias inteiras a caminhar longas distâncias diariamente. Nesse cenário, soluções simples, sustentáveis e de baixo custo ganham destaque por oferecerem alternativas concretas para comunidades com poucos recursos financeiros e pouca infraestrutura.

Bomba d’água eólica de baixo custo: o que é essa solução?

Nesse tipo de sistema, o vento aciona um conjunto de hélices, que gira um eixo conectado a mecanismos responsáveis por puxar a água de poços, cacimbas ou reservatórios próximos.

Diferentemente de equipamentos tradicionais, que costumam usar motores elétricos ou a combustão, a bomba eólica para água busca funcionar apenas com a força do vento. Em versões mais acessíveis, o projeto pode incluir materiais reaproveitados, como garrafas PET, tubos de PVC e peças de eletrodomésticos, reduzindo custos e facilitando reparos. Assim, a tecnologia se torna atrativa para pequenos produtores rurais, assentamentos e vilarejos afastados dos centros urbanos.

O projeto desenvolvido por Lucas Figueiredo, de 14 anos, aluno do Colégio Santa Maria, no Recife. Motivado pela realidade de comunidades sem acesso regular à água,

Lucas criou uma bomba d’água movida à energia eólica feita com materiais recicláveis, como garrafas PET, sucata metálica e componentes reaproveitados de equipamentos antigos. O protótipo foi pensado para ser montado com ferramentas simples, permitindo que moradores de áreas rurais consigam replicar o sistema com apoio mínimo de técnicos especializados.

Além da preocupação técnica, o jovem pesquisador também buscou entender o impacto social da solução, conversando com professores, agricultores familiares e lideranças comunitárias. Seu projeto, apresentado inicialmente em feiras de ciências escolares, ganhou escala ao participar de competições científicas nacionais e internacionais, sempre com foco em sustentabilidade, baixo custo e facilidade de manutenção. Esse engajamento fez de Lucas uma referência entre jovens inovadores interessados em tecnologia social e uso de energias renováveis no Brasil.

Como funciona uma bomba d’água movida a energia eólica?

O funcionamento de uma bomba d’água sustentável baseada em energia eólica segue uma lógica relativamente simples, mas exige planejamento para ser eficiente.

🌬️

Captação do Vento

  • Hélices ou pás giram com a ação do vento.
  • Eficiência mesmo em velocidades moderadas.

⚙️

Transmissão Mecânica

  • Eixos, engrenagens ou polias.
  • Conversão do giro em força útil.

💧

Bombeamento

  • Acionamento de pistão ou rotor.
  • Elevação da água para níveis superiores.

🏗️

Aplicações

  • Caixas d’água e reservatórios elevados.
  • Sistema sem uso de eletricidade.

🔧

Baixo Custo

  • Materiais regionais.
  • Estrutura resistente.
  • Manutenção simples.

📐

Projeto Experimental

  • Adaptado a ventos moderados.
  • Sistema simples de polias.
  • Peças reaproveitadas.

📊

Resultados

  • Elevação de água de poços rasos.
  • Abastecimento doméstico e agrícola.

🧪

Validação

  • Medições de vazão e altura.
  • Testes supervisionados.

✅

Conclusão

  • Solução sustentável e viável.
  • Alto potencial de expansão


Quais os benefícios sociais e ambientais dessa bomba d’água eólica?

A bomba d’água movida a vento, quando pensada para ser barata e reaplicável, traz impactos em diferentes dimensões. No campo social, contribui para reduzir o esforço físico de famílias que dependem de baldes e carroças para transportar água. No campo econômico, diminui gastos com energia elétrica e combustíveis, o que é relevante para agricultores familiares e pequenas comunidades rurais.

  1. Redução de custos: o equipamento tende a ter preço inferior ao de bombas convencionais e praticamente não gera gastos com operação, já que usa energia do vento.
  2. Autonomia energética: comunidades sem acesso estável à rede elétrica podem manter o abastecimento de água com maior segurança.
  3. Impacto ambiental reduzido: não há emissão direta de gases poluentes, alinhando-se a estratégias de transição energética.
  4. Reaproveitamento de materiais: o uso de componentes reciclados diminui resíduos e facilita a fabricação local

Bomba d’água feita com recicláveis e movida a vento: invenção de um jovem de apenas 14 anos (Foto: Arquivo pessoal de Lucas)

Além disso, uma bomba d’água eólica acessível pode estimular projetos educativos, feiras de ciências e iniciativas de inovação em escolas, aproximando estudantes de temas como sustentabilidade, engenharia e ciência aplicada ao cotidiano.

A trajetória de Lucas Figueiredo ilustra bem esse potencial. Seu projeto, criado com o objetivo de ajudar comunidades sem acesso à água, conquistou um prêmio internacional em Abu Dhabi, destacando-se entre iniciativas de diversos países voltadas para energia limpa e soluções sociais de baixo custo. Antes disso, o jovem já havia acumulado medalhas em competições científicas nacionais, o que reforça a consistência e o impacto da sua proposta.

O reconhecimento internacional abriu portas para que Lucas participasse de palestras, mostras científicas e encontros com outros jovens inventores, inspirando colegas de escola e estudantes de outras regiões a desenvolverem seus próprios projetos. Em entrevistas e apresentações, ele costuma enfatizar a importância de unir curiosidade, estudo e sensibilidade social, mostrando que mesmo estudantes do ensino fundamental podem contribuir com soluções reais para problemas como a falta de água e a desigualdade no acesso à infraestrutura básica

Fonte:Redação O Antagonista

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